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Opiniões

Entrevista com Elena Pace

Entrevista com Elena Pace, docente de química, membro de EcoOne, rede internacional de operadores no campo ambiental, que inspira-se na espiritualidade da unidade, sobre a nova encíclica.

A partir de Paulo VI, todos os Papas tocaram o tema do ambiente voltando a atenção sobre a questão ecológica. A encíclica do Papa Francisco sobre a criação criou opinião ainda antes de ser publicada. Qual o significado e a abrangência deste texto?

«Na apresentação da Carta Encíclica do Papa Francisco “Laudato si”, da qual participei no dia 18 de junho, veio em evidência o caráter extraordinário deste documento. Uma encíclica que resulta de um trabalho em equipe. Um documento, como disse o professor Shellnhber, fundador e diretor do Instituto de Potsdam para as Pesquisas sobre o Impacto Climático, que une fé e razão, e cujo conteúdo está totalmente alinhado com as provas científicas. Uma encíclica concreta, como foi definida pela Dra. Carolyn Woo, economista, na qual o Papa sustenta, entre outras coisas, que é importante tutelar o ambiente do ponto de vista econômico, porque isso trará frutos e reduzirá os custos. O metropolita Jhon Zizioulas, reiterando seus agradecimentos ao Papa, salientou como na encíclica se dá relevo à relação do homem com a terra, além daquela com Deus e com o próximo. Uma relação muitas vezes esquecida. E enfim, o cardeal Turkson, Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, sublinhou como o Papa Francisco coloca no centro da Encíclica o conceito de ecologia integral, afirmando que “quando falamos de ambiente nos referimos também a uma relação especial, aquela entre a natureza e a sociedade que a habita. Isso nos impede de considerar a natureza como algo separado de nós ou como uma mera moldura da nossa vida. Estamos incluídos nela, somos parte dela e ela nos compenetra».

Quais iniciativas EcoOne promove para levar adiante a salvaguarda da criação?

«Antes de tudo existe uma contribuição no âmbito do pensamento e do confronto, em encontros internacionais, para elaborar um “pensamento ecológico” fundado sobre o quadrinômio custódia, responsabilidade-consciência ambiental, novo relacionamento pessoa-natureza e sustentabilidade do desenvolvimento.

Nestes anos, além disso, houve muitas iniciativas de estudo, de pesquisas pessoais e em grupo. Cito apenas, sinteticamente, a última contribuição de EcoOne à reflexão ecológica, publicada com o título “Focus sobre a ecologia” na revista Nuova Umanità (XXXIV, 2012/1, 199), na qual são propostos:
– um ensaio sobre o debate midiático sobre as mudanças climáticas, fruto do diálogo com o especialista em clima Antonello Pasini. Esse ensaio conecta-se aos resultados alcançados na última parte do livro “O planeta que queima”, onde estão as ideias-força de EcoOne, escrito conjuntamente por Luca Fiorani, presidente da Comissão EcoOne, e o próprio Pasini;
– Outro ensaio intitulado “Uma ética ecológica baseada em uma ecologia de comunhão”, escrito por Miguel Olivera Panao. É uma visão filosófica de síntese entre três níveis ecológicos de compreensão: natural, humano e espiritual.

Mas existem ainda outras iniciativas, de tipo didático-educativo, que podem ajudar quem deseja mudar o próprio estilo de vida, como o “Dado da Terra”, que convida todos a viverem a tutela do ambiente com uma das seis frases escritas nas seis faces do dado, ou ainda o projeto “Dar para salvar o ambiente”, que convida a estipular um “pacto de economia energética”, que transforma ações de economia energética em bolsas de estudos para jovens necessitados.

Em 1949, Chiara Lubich viveu uma experiência mística na qual a natureza, como moldura no maravilhoso panorama das Montanhas Dolomitas, teve uma função importante. Quais sugestões encontram-se na visão do cosmo presente na espiritualidade e na mística de Chiara?

«Na cultura que nasce do carisma da unidade existem fundamentos para uma nova compreensão do conceito de desenvolvimento sustentável, que ainda não estão plenamente desenvolvidos. Das intuições de Chiara Lubich aprendemos que olhando à natureza com o olhar de Deus captamos a presença de Deus sob as coisas. A natureza é vista como uma dádiva de Deus, como expressão do seu amor. Na sua expressão “tudo é substanciado de amor”, vemos a unidade na biodiversidade assim como na diversidade não biológica. Além disso, entendemos que Deus cria por amor. “Quando Deus criou, criou todas as coisas do nada, por amor, porque as criou de Si… as retirou de Si porque, criando-as morreu (de amor), morreu em amor, amou e, portanto, criou”. Para Chiara a lógica com a qual Deus cria é sempre a do esvaziamento de si mesmo, para que emerja a criação. Chiara vê a criação como uma ação de Deus que não é exterior à sua dinâmica interna, que é a de dar-se inteiramente; Deus, portanto, não apenas criou o cosmo, mas o mantém em vida e o sustenta em continuação, momento por momento, acompanhando-o com o seu amor providente. E, enfim, percebemos o fio de ouro que liga os seres. “Sobre a terra tudo estava em relação de amor com tudo: cada ser com cada coisa… mas é preciso ser o Amor para tecer o fio de ouro entre os seres”. A interconexão na natureza fala-nos do Criador que é relação, é o ser relacional por excelência. Deus coexiste num relacionamento trinitário, e todas as coisas criadas por ele trazem uma marca trinitária».

http://www.focolare.org/pt/news/2015/06/19/laudato-si-per-una-ecologia-integrale/

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